10/06/2011

Coletivo do Amor

Ah, o amor. A vontade que dá ao começar esse texto, é a de tentar descrever esse sentimento, mas sejamos sinceros: não tem nada mais clichê que tentar definir o amor (e no final, não conseguir). Mas é isso mesmo: o amor é a coisa mais clichê que inventaram. E ainda assim, consegue ser a melhor coisa do universo. Por isso que nos fascina tanto.



Que segredos, que forças encerram esse sentimento, que move o mundo? Melhor não tentar definir, pois definir uma coisa é limitá-la. E o amor não tem limites. 


Assim sendo, esse é um post coletivo, feito a 6 mãos pelas autoras desse blog, sem o objetivo de definir o amor nem nada do tipo: mas para mostrar um pouquinho da nossa maneira achada e perdida de amar. A gente ama se emocionar, ama estar junto, ama sonhar com o amor sem perder o bom humor. Porque amor se perde, sim; mas também se acha.

EDUARDO E MÔNICA FOREVER.
Esta semana, aproveitando a chegada do dia dos namorados, a Vivo lançou um clipe de Eduardo e Mônica no exato dia em que a música completava 25 anos.
Em menos de duas horas, virou o terceiro trending topic do mundo. Em pouco mais de 24 horas, entrou para os mais vistos do You Tube, com mais de 1,5 milhões de views.
Nas redes sociais, foi unanimidade: todos postaram, compartilharam, curtiram e elogiaram. Ok, nas últimas 24 horas os publicitários acharam um clipe (infinitamente inferior) feito anteriormente, com a mesma música. Isso não tira o mérito da comoção que o clipe produziu.
Ai a gente se pergunta: por quê? O que tem de extraordinário? Ok, a música é um sucesso que atravessou gerações. A produção é impecável. A história é contada de uma maneira linda. Mas até aí, não existe nada de super original e mirabolante.
Pois o segredo é exatamente esse: o amor não é super original nem mirabolante. O amor é feito de Eduardos e Mônicas: pessoas reais, com defeitos e qualidades, brigas e pazes, afinidades e diferenças.
O fato de uma música cantada há 25 anos ter emocionado tanta gente, me fez traçar um paralelo com os relacionamentos reais. Os casamentos que podem, mesmo depois de 25 anos de rotina, ter os seus momentos de emoção, de paixão, de encher os olhos d’água.
E desde muito nova, tem um detalhe dessa música que sempre me chamou a atenção: o de começar e terminar com a mesma estrofe (“e quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão...”). Não sei se isso passou pela cabeça de Renato Russo quando ele compôs a letra, mas pra mim, isso sempre soou como uma metáfora dos relacionamentos: cíclicos. E é essa a única possibilidade de torná-los infinitos. Pois o que é cíclico, por ter no seu final sempre um começo, pode sim, ser eterno. Com vocês, Eduardo e Mônica. Forever.






MOVIMENTO A FAVOR DO JUNTOS.
Dia desses li na TPM uma entrevista inspiradora com a Mariana Lima (aqui). Casada há 12 anos, Mariana é do tipo forte e pouco convencional. Na entrevista a atriz faz um paralelo entre estar solteira e casada. E analisa que a vida de solteira se dá em ciclos. Ora se está solitária, deprê, ora tranquila ou apaixonada. 
Mariana compara e conclui que no casamento também vivemos em ciclos. Natural termos na vida a dois surtos de paixão, épocas de amor morninho e outras um tantão distantes. E é bacana experimentar essa dinâmica dentro de uma só relação, um só amor. 
Então pergunto: Por que não viver os ciclos da vida acompanhados?
Nessa lógica, quando o ciclo da vida para e tudo na relação passa a ficar só ruim, só sexo fraco, só briga e desencontro, aí o “juntos” não faz mais sentido.  
Ok, assumo, sou casamenteira. Partidária dos relacionamentos, das trocas, dos amores. Sou a favor do JUNTOS. E por isso me identifiquei com a análise da Mariana.
Em tempo de trocas superficiais. De (des)encontros relâmpagos. De sexualidade livre (e não por isso íntima). Sigo minha estrada apostando na vida a dois. Acreditando no amor real que persiste à rotina (e aos ciclos!). E nas relações deliciosamente imperfeitas (e desafiadoras!). Estar junto é uma escolha que começa com estar REALMENTE disposto ao encontro e à troca humilde e flexível.  
E para celebrar a poesia, a felicidade possível e imperfeita do JUNTOS: imagens encantadoras do studio argentino casamiento feliz. Clica aqui e se apaixona. 




LOVE, LOVE, LOVE.
A independência e a vida descolated vão bem, obrigada. Com um apple martini na mão arriscamos uma rebolada aqui com “I’m a single lady”e uma esgoelada ali com “Girl just wanna have fun”. Mas na boa, quem não quer um homem (ou mulher) pra chamar de seu, que atire a primeira pedra!

Sim, queremos mesmo é ser a gatinha manhosa, a funny valentine, a my girl de um ser amado.


 "I guess you'll say what can make me feel this way...my girl"

Ei, você que vai passar o dia dos namorados sem o tal alguém pra chamar de seu, nada de lamúrias. Por acaso você passa o dia do indio abraçada com um? O dia da árvore enroscada em uma? Tiradentes então não vamos nem comentar. Portanto girls just wanna have fun mode on!

Por Paula Martins, Melina Romariz e Júlia Sobral.

3 comentários:

  1. adorei o post! e por falar em amor, amo vcs :)

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  2. meu casamento vai ser assiiiiiiiiim!!!! amei o post!

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  3. Felipe Kowalczuk13/06/2011 15:34

    Fantástico! Passei meu dia dos namorados abraçado com um indio...rsrs muito bom esse final

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