29/04/2011

28/04/2011

Vai chover pingos de amor.

Dia de chuva é sempre um bom dia pra fazer alguma coisa. Para uns, dia de não sair debaixo do edredom. Para outros, dia de namorar. Dia de cinema, de não ver a luz do dia, de chocolate quente, de tomar banho de chuva (por que não?), de chegar atrasado, de arrumar o quarto, de perder o juízo, de dormir mais 5.437 minutinhos, de ouvir o barulhinho gostoso na janela.


Para mim, particularmente, chuva é para ler. E assim, de tanto ler em dias chuvosos, descobri que para quase todo escritor, chuva é para escrever. 

27/04/2011

A vida é tão rara

Quando eu tinha uns 8 anos ficava impressionada com a capacidade que minha mãe tinha de dormir depois do almoço. Como era possível se ela tinha dormido a noite INTEIRA? Aquilo não entrava na minha cabeça. Eu queria sair, ir pro cinema, pra praia, pra vida e ela ali me pedindo 1 horinha. Para mim era 1 hora, 60 minutos, 3.600 longos segundos. Eu podia ler, assistir sessão da tarde, ir pro ballet, demorar horas montando a casa da Barbie (para em seguida cansar e desistir da brincadeira), ir pro inglês, pular elástico, brigar com a vizinha, fazer as pazes...chegava o Natal, mas não dava 8 da noite. E por minha mãe ela continuava dormindo enquanto eu cumpria minha saga de serotonina disfarçada de criança.

E tudo o que eu quero hoje é tempo...


25/04/2011

20/04/2011

Pílula de Dendê



Baiano: aquele povo que gosta de ter as pessoas o mais próximo possível. Não é à toa que nem artigo antes do nome delas a gente usa.

18/04/2011

Papo Achadas com Herbie

Há algum tempo, fuçando aqui e ali, encontrei o conterrâneo Herbert Loureiro. 
Herbie é realmente um ser especial. Apaixonante!
Confira o papo abaixo e conheça o trabalho autêntico e inspirador do multiartista alagoano.
Bom jeitinho de começar a semana, hein? (:


(( Herbert Loureiro )) Mais da série Carine e Vogue para a Affordable Art Fair/Bruxelas aqui.

14/04/2011

Rompimento




-          Por que você ta me olhando desse jeito?

-          Não sei como dizer isso, mas... não dá. Acabou. Você precisa ir embora.

-          Você ta brincando comigo?

12/04/2011

Black is Beautiful

Segundo Willie Dixon, americano do Mississipi, cantor/compositor/baixista/produtor/mil e uma utilidades, a primeira vez que uma menina tirou a calcinha e jogou no palco foi por causa de um cara tocando blues (não, Wando, esse título não é seu). Pois é, caro leitor, foi preciso muito bluseiro, folk e jazzman pra fazer esticar o lençol da cama que Mick Jagger se esbaldou. Como assim? Calma, vamos dar um rewind nessa história.

Chicago, 1941: Len Chess, judeu em busca de um negócio rentável (tchan!) e Muddy Waters,  voz poderosa e talento pra dar e vender. Do (abençoado) encontro surgiu a Chess Records, pioneira e lendária gravadora de música negra, bem antes da Motown sonhar em nascer. Amostra do portifolio da Chess: Chuck Berry, Etta James, Little Walter, Buddy Guy e o próprio Muddy Waters. Tá bom pra vocês?

07/04/2011

Mamãe, quero ser dona de casa.

Nunca fui um exemplo de dona de casa. Não no formato clássico. Muito menos no padrão perfeição: gourmet +  trabalhos manuais + jardinagem + corte&costura + hostess sofisticada.
Na verdade nem fui treinada para isso (sorry, mommy!).
Mas ultimamente (serão os 30?) tenho investido um pouco no projeto mulherzinha. E, confesso, tenho curtido arrumar meu canto. 
Afinal, que mulher não quer ter uma uma casinha com a sua cara, aconchegante para guardar a intimidade e divertida para receber os queridos? 

06/04/2011

Giverny (ou como entrar em uma tela de Monet)

Não existe ir a Paris sem ir a museus, por razões óbvias. Além de ser atividade curricular para turistas de qualquer tipo circulando pela Europa, Paris tem um acervo de museus no mínimo impressionante. Digo sem ter feito nenhum tipo de pesquisa, usando como material de estudo apenas as minhas próprias viagens. Mas desconfio que Paris deve ser a capital europeia com o maior número de museus relevantes. A lista é interminável: Louvre, Pompidou, D’Orsay (meu favorito), Picasso, Rodin, Cluny, La Villete, L’Orangerie e por ai vai. 
E este post, diferente do que parece, não é para falar de nenhum deles. É pra falar que existe algo ainda melhor para os amantes da arte que estar dentro de um museu: estar dentro de uma tela. E não, não estou falando daqueles pseudo-artistas que querem desenhar o seu retrato a todo custo nas ruas de Montmartre. 

05/04/2011

Filmes Viedoclípiticos, Clips Cinematográficos

Filmes épicos, quando bem executados (claro), são divinos. Adoro Elizabeth. É forte como exigem os filmes do gênero, com sua estética dramática e aquela que considero uma das mulheres mais poderosas do cinema, Cate Blanchett. Ainda sobre os épicos memoráveis elejo o meu preferido: Ligações Perigosas, com uma Glenn Close ardilosa e um John Malkovich mal caráter, destilando veneno para todos os lados. Fechando o pacote filmes de época, adoro todos da Jane Austen (Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibildade, por aí vai) e Adoráveis Mulheres (este faz parte daquele “seleto” grupo de películas cujos títulos originais são muito melhores, nesse caso “Little Women”).

Agora mais do que os filmes épicos, eu tenho uma queda especial pelos épicos “transviados”.
Essa categoria tende a mesclar elementos tradicionais e modernos, armaduras e substâncias alucinógenas, tule e rock’n roll. Filmes videoclípiticos, clips cinematográficos.



01/04/2011

Ronaldo Fraga e o Velho Chico.

O universo inspiracional do estilista e designer Ronaldo Fraga pode agora ser vivenciado na exposição Rio São Francisco Navegado por Ronaldo Fraga.
Lançada em beagá, chega hoje em sampa e de lá segue para mais de 10 cidades brasileiras. 
Um convite para conhecer o processo criativo do artista, que desenvolveu a expo a partir de pesquisa para sua coleção da SPFW.
O projeto encanta, emociona e surpreende. Como tudo que vem do Ronaldo.
Promove a cultura popular produzida nas margens do nosso velho chico e posiciona a moda brasileira como ativo cultural (é o primeiro projeto da área financiado pela Lei Rouanet/MinC).