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16/11/2011

Pequenos Notáveis

Quer acertar, faz um filme com criança. Se tiver um cachorro na história então, sucesso. Mas existe uma categoria especialíssima de filmes com crianças (e não necessariamente para elas) que não se valem da fofura. Ela pode estar lá (invariavelmente está), mas definitivamente não é gratuita.
    Valentín. Estrabismo e muito charme em versão mini.

28/09/2011

Anos Incríveis

"Eu sofro bullying...no amor!"


Eu JURO que ouvi essa frase um dia desses. Quer cair pra trás? A declarante tinha apenas 12 anos. Não, você não vai ouvir falar de bullying aqui. Keep  calm and keep reading.

O que me surpreendeu foi ter uma reação tipicamente adulta, tipo “oh, que bonitinha!”. Mas bastaram 5 minutos para fazer uma varredura em minhas gavetas internas e relembrar vivamente de tudo que passei nessa fase  8-80, melancólica, frio na barriga, desesparadora, essencialmente hiperbólica…com vocês ela, a pré adolescência.

Tá achando que é fácil ter 11 anos?







31/05/2011

Sobre Legend e Monstros

Mesmo sem Cee Lo Green, o Urban Music Festival rolou no último domingo em SP. Confesso que fiquei bem chateada com o a ausência do cara do Gnarls Barkley.  Voz incrível, mas ali com Tim Maia no quesito comprometimento com o público: zero. Cee Lo, dedico sua música a vc, “Forget You”(pra não dizer a versão extra official, F#*@ You). 

O que importa é que a atração que me motivou a enfrentar os poucos graus celsius que congelou a cidade na noite de domingo, compareceu radiante, quente: Mr. John Legend (uhuuuuuul!).  Esperto que só, Legend levou a banda The Roots. Groove de primeira, com gostinho de Marvin Gaye e Stevie Wonder.

Todo esse preâmbulo para dizer que não, não vou falar dos hits PDA (We just don’t care)”ou “Save a Room”. Me chamou atenção o fato de Legend ter cantado “Wake up”, da banda indie canadense Arcade Fire.
Eles podem ser apavorantes e fofos.

18/05/2011

Filminho feliz em cartaz.

Dica pra quem curte bobagens com efeito relaxante. 
De vez em quando tudo o que a gente mais quer é um cineminha sem mensagem cabeçuda, nada de conteúdo reflexivo, nada de programa top cult.
O filme L'arnacoeur, no Brasil com título (uó!) “Como arrasar um coração”, traz o óóótemo Romain Duris (albergue espanhol e bonecas russas) duelando com a garota chanel Vanessa Paradis (sim, ela mesma! “vou de táxi tchururu”, relembre aqui).

05/04/2011

Filmes Viedoclípiticos, Clips Cinematográficos

Filmes épicos, quando bem executados (claro), são divinos. Adoro Elizabeth. É forte como exigem os filmes do gênero, com sua estética dramática e aquela que considero uma das mulheres mais poderosas do cinema, Cate Blanchett. Ainda sobre os épicos memoráveis elejo o meu preferido: Ligações Perigosas, com uma Glenn Close ardilosa e um John Malkovich mal caráter, destilando veneno para todos os lados. Fechando o pacote filmes de época, adoro todos da Jane Austen (Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibildade, por aí vai) e Adoráveis Mulheres (este faz parte daquele “seleto” grupo de películas cujos títulos originais são muito melhores, nesse caso “Little Women”).

Agora mais do que os filmes épicos, eu tenho uma queda especial pelos épicos “transviados”.
Essa categoria tende a mesclar elementos tradicionais e modernos, armaduras e substâncias alucinógenas, tule e rock’n roll. Filmes videoclípiticos, clips cinematográficos.



15/03/2011

Essa não é uma história de amor.

 Uma comédia romântica pouco  previsível. O narrador inicia o filme avisando: essa não é uma história de amor.  Antes que mais alguém se decepcione, 500 Days of Summer é um filme desprentesioso e por isso mesmo encantador. 
Imagina um filme romântico sob olhar masculino, com linguagem de videoclipe e narrativa não linear. Prato cheio para quem ama filminhos de amor, mas anda cansado de tantos clichês.
Tom (Joseph Gordon-Levitt) é um escritor de cartões comemorativos que sonha ser arquiteto e se apaixona por Summer (Zooey Deschanel), uma garota que não acredita no amor.

11/03/2011

John vs Lennon

Eu me interesso enormemente por assuntos de bastidores, pelo lado B, pelas curiosidades (quem leu os posts sobre o serendipitoso Gay Talese e o produtor-galã Bob Evans já deve ter percebido isso). Pois são justamente essas nuances que orbitam em torno de uma pessoa ou fato que os tornam mais interessantes.
Se você gosta de John Lennon ou minimamente se interessa pelos Beatles deve assistir “O Garoto de Liverpool” e “Os EUA vs John Lennon”.
    John fresh + Lennon ativista = mesma essência

11/02/2011

Gay Talese, seu serendipitoso!

Uma coisa leva a outra*

Calma pessoas, não estou blasfemando ninguém! Mas antes de explicar o adjetivo complexo, deixe-me apresentar ele, Gay Talese. Esse cara surgiu na minha vida de uma maneira que particularmante gosto muito: através de um livro. E não passou disso, snif. Gay Talese é escritor e durante anos foi repórter do New Tork Times. Acompanhou de perto a eclosão da guerra do Vietnã, a morte de Kennedy, entre outros fatos marcantes da história norte americana. Mas voltemos ao adjetivo.

Serendipitoso. É assim que ele se auto define. A palavra dessa maneira abrasileirada é um fiasco. Ela vem do inglês serendipty, essa sim, uma palavra que eu amo, mas que não possui uma tradução direta para o português. O mais próximo que consigo chegar é "a capacidade de fazer boas descobertas por acaso". E esse talento Talese tem de sobra.
@Talese, o serendipitoso elegante

26/01/2011

The Kid Stays in the Picture

Esse é um exemplo clássico de filme cuja tradução do título para o português é um desastre: O Show não Pode Parar!!! (sim, com essas exclamações). Tenho certeza que esse título infeliz já deve ter te afastado da prateleira na locadora e você nem se deu conta. Mas faço questão de oferecer uma lista de motivos para você se render a esse documentário:
     @Brando & Coppola em ação